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As feministas há muito sabem que gênero e mobilidade são inseparáveis, influenciando-se mutuamente de maneiras profundas e frequentemente sutis. Enfrentar problemas sociais complexos, como a sustentabilidade, exigirá uma compreensão aprimorada das relações entre gênero e mobilidade. Neste ensaio, proponho novas abordagens para o estudo da mobilidade e do gênero que fornecerão a base de conhecimento necessária para informar políticas sobre mobilidade sustentável. No início do ensaio, faço um levantamento da vasta literatura sobre gênero e mobilidade, destacando o que vejo como dois fios de pensamento distintos que permanecem mal desconectados entre si. Um desses fios informou compreensões de como a mobilidade molda o gênero, enquanto o outro examinou como o gênero molda a mobilidade. O trabalho sobre como a mobilidade molda o gênero enfatizou o gênero, em detrimento da mobilidade, enquanto a pesquisa sobre como o gênero molda a mobilidade tratou da mobilidade em grande detalhe e prestou muito menos atenção ao gênero. A partir dessa visão geral da literatura, identifico lacunas de conhecimento que devem ser preenchidas se a pesquisa feminista sobre gênero e mobilidade for ajudar a traçar caminhos para a mobilidade sustentável. Defendo a necessidade de mudar a agenda de pesquisa para que pesquisas futuras sintetizem esses dois fios de pensamento em três linhas: (1) entre formas de pensar sobre gênero e mobilidade, (2) entre abordagens quantitativas e qualitativas, e (3) entre lugares. Na parte final do ensaio, sugiro como alcançar essa síntese tornando o contexto geográfico, social e cultural central para nossas análises.
Susan Hanson (Mon,) estudou essa questão.
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