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Os compostos bioativos encontrados em plantas e alimentos comestíveis são vitais para a saúde humana e planetária, mas sua importância continua subestimada. Esses bioativos naturais, como parte de dietas completas, ingredientes ou suplementos, podem modular múltiplos aspectos da saúde e bem-estar humanos. Avanços recentes nas ciências ômicas e na biologia computacional, combinados com o desenvolvimento da Nutrição de Precisão, contribuíram para a convergência entre nutrição e medicina, bem como para soluções de saúde mais eficientes e acessíveis que aproveitam o poder dos alimentos para prevenção e terapia. A inovação nesse campo é crucial para alimentar uma população global crescente de maneira sustentável e saudável. Isso requer mudanças significativas em nosso sistema alimentar, abrangendo agricultura, produção, distribuição e consumo. À medida que enfrentamos desafios urgentes de saúde planetária, investir em soluções baseadas em bioativos é uma oportunidade para proteger a biodiversidade e a saúde de nossos solos, águas e atmosfera, ao mesmo tempo em que cria valor para consumidores, pacientes, comunidades e partes interessadas. As metas de pesquisa e inovação incluem proteínas alternativas, como agricultura celular e proteínas de origem vegetal; extratos naturais que melhoram a vida útil como conservantes naturais; aproveitamento de subprodutos agrícolas para reduzir o desperdício de alimentos; e o desenvolvimento de alternativas naturais para fertilizantes e pesticidas sintéticos. A pesquisa e inovação translacional no campo dos bioativos naturais estão atualmente sendo desenvolvidas em dois níveis, utilizando uma abordagem orientada a sistemas. Primeiro, a nível biológico, a interação entre esses compostos e o hospedeiro humano e microbioma está sendo elucidada por meio de pesquisa ômica, big data e inteligência artificial, para acelerar tanto a descoberta quanto a validação. Em segundo lugar, a nível de ecossistema, os esforços estão focados em produzir culturas agrícolas diversas, ricas em nutrientes, saborosas e resilientes, mas com alta produtividade, e em educar os consumidores para que façam escolhas informadas que beneficiem tanto sua saúde quanto o planeta. Adotar uma perspectiva orientada a sistemas ajuda a: desvendar as complexas e dinâmicas relações entre bioativos, nutrição e resultados de sustentabilidade, aproveitando o poder da natureza para promover a saúde e o bem-estar humano; fomentar a agricultura sustentável e proteger o ecossistema. A colaboração interdisciplinar nesse campo é necessária para uma nova era de pesquisa e desenvolvimento de soluções práticas baseadas em alimentos para alguns dos desafios mais prementes que a humanidade e nosso planeta enfrentam hoje.
Kussmann et al. (Mon,) estudaram essa questão.
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