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A maioria dos estudos psicológicos depende de amostras de estudantes. Os estudantes são geralmente considerados mais homogêneos do que amostras representativas, tanto dentro quanto entre países. No entanto, pouco se sabe sobre a natureza das diferenças entre amostras de estudantes e amostras representativas. Esta é uma lacuna importante, também porque o conhecimento sobre o grau de diferença entre amostras de estudantes e representativas pode permitir inferir do primeiro para o segundo grupo. Em 59 países e 12 variáveis de personalidade (Big-5) e atitudinais, encontramos que as diferenças entre estudantes e o público geral eram em parte substanciais, incoerentes e contradiziam descobertas anteriores. Duas variáveis culturais frequentemente utilizadas, inserção e autonomia intelectual, não conseguiram explicar as diferenças entre ambos os grupos em diferentes países. Além disso, descobrimos que os estudantes variam tanto quanto a população geral, tanto entre quanto dentro dos países. Em resumo, nossos resultados indicam que generalizar de estudantes para o público geral pode ser problemático quando variáveis pessoais e atitudinais são utilizadas, uma vez que os estudantes variam principalmente de forma aleatória em relação ao público geral. As descobertas também são discutidas em termos da crise de replicação na psicologia.
Hanel et al. (Quarta,) estudaram esta questão.
Synapse has enriched 5 closely related papers on similar clinical questions. Consider them for comparative context: