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O discurso sobre Israel, tanto propagandístico quanto analítico, tem a peculiar tendência de representá-lo em um momento como normal – uma democracia normal, uma sociedade ocidental normal, um estado normal – e em outros momentos como excepcional: uma democracia única e cercada por vizinhos hostis, um estado secular que historicamente cumpre o destino religioso de um povo, uma democracia que se define como um estado para um único povo e religião, a única democracia na região, e assim por diante. Às vezes, defensores de Israel reivindicam sua normalidade como a razão para isentá-lo das normas de direitos humanos e do direito internacional; em outras ocasiões, reclamam que Israel está sendo 'destacado' para crítica. Este trabalho argumenta que essas aparentes contradições, além de seu valor para o oportunismo das relações públicas, podem ser melhor explicadas ao entender a ocupação da Palestina por Israel como um projeto exemplar de colonialismo de assentamento cujas contradições estão embutidas na formulação inicial do sionismo e cujo desenrolar segue uma lógica analisada há muito tempo por Albert Memmi e outros teóricos do colonialismo de assentamento.
David Lloyd (Sun,) estudou esta questão.