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Na literatura da gramática gerativa, a idiomaticidade tem sido amplamente identificada com a não composição. Tal definição não reconhece várias dimensões importantes da idiomaticidade, incluindo, entre outras, a convencionalidade e a figuração. Propomos distinguir EXPRESSÕES QUE COMBINAM IDIOMATICAMENTE (ex.: aproveitar, puxar cordas), cujos significados – embora convencionais – estão distribuídos entre suas partes, de FRASES IDIOMÁTICAS (ex.: chutar o balde, serrar toras), que não distribuem seus significados para seus componentes. Argumentamos que a maioria dos argumentos sintáticos baseados em expressões idiomáticas são falhos, pois tratam todas as expressões idiomáticas como não composicionais. Um exame cuidadoso das propriedades semânticas das expressões idiomáticas e das metáforas que muitas delas empregam ajuda a explicar certas assimetrias intrigantes nos papéis gramaticais e temáticos de frases nominais idiomáticas.
Nunberg et al. (Qui,) estudaram esta questão.