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Esta comunicação relata a experiência do Centro de Pesquisa sobre Misetoma da Universidade de Cartum, Sudão, em 6.792 pacientes atendidos durante o período de 1991-2014. Os pacientes eram predominantemente jovens (64% abaixo de 30 anos) e do sexo masculino (76%). A maioria (68%) era da faixa de misetoma do Sudão, e 28% eram estudantes. Madurella mycetomatis eumisetoma foi o tipo mais comum (70%). Em 66% dos pacientes, a duração da doença foi inferior a cinco anos, e 81% relataram um histórico de seios que eliminavam grãos predominantemente pretos (78%). Um histórico de trauma no local do misetoma foi relatado em 20%. Dor local foi relatada em 27% dos pacientes, e apenas 12% tinham histórico familiar de misetoma. O estudo mostrou que 57% dos pacientes tiveram excisões cirúrgicas anteriores e recidiva, e apenas 4% receberam tratamento médico anterior para misetoma. Outras doenças médicas concomitantes foram relatadas em 4% dos pacientes. O pé (76%) e a mão (8%) foram os locais mais comumente afetados. Locais menos frequentemente afetados foram a perna e o joelho (7%), coxa (2%), nádega (2%) e braço e antebraço (1%). Locais raros incluíram a parede torácica, cabeça e pescoço, costas, parede abdominal, períneo, cavidade oral, língua e olho. Misetoma em múltiplos locais foi registrado em 135 (2%) dos casos. Na apresentação, 37% dos pacientes tinham lesões maciças, 79% tinham seios, 8% tinham hiper-hidrose local na lesão do misetoma, 11% tinham linfadenopatia regional, enquanto 6% tinham veias tortuosas dilatadas proximais às lesões do misetoma. O diagnóstico de misetoma foi estabelecido por técnicas de imagem combinadas e testes citológicos, histopatológicos, sorológicos e cultura de grãos. Pacientes com actinomicetoma receberam uma combinação de agentes antimicrobianos, enquanto pacientes com eumisetoma receberam agentes antifúngicos combinados com várias excisões cirúrgicas. Excisões cirúrgicas na forma de excisão local ampla, desbridamento ou amputação foram realizadas em 807 pacientes, dos quais 248 pacientes (30,7%) tiveram recidiva pós-operatória. Diferentes tipos de amputações foram realizados em 120 pacientes (1,7%).
Fahal et al. (Sex,) estudaram essa questão.