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A pré-eclâmpsia (PE) é uma das principais causas de mortalidade e morbidade materna e neonatal em todo o mundo, impactando a saúde a longo prazo tanto da mãe quanto da prole. A PE foi caracterizada há muito tempo por uma invasão trofoblástica deficiente no útero e uma consequente hipoperfusão placentária, mas os fatores causais upstream e os alvos intervenientes efetivos para a PE permanecem desconhecidos. Alterações no metabolismo das placentas pré-eclâmpticas são consideradas resultado de isquemia placentária, enquanto distúrbios do metabolismo e de metabólitos na patogênese da PE são largamente ignorados. De fato, como um dos maiores órgãos fetais ao nascer, a placenta consome uma quantidade considerável de glicose e ácidos graxos. Evidências crescentes sugerem que a glicose e os ácidos graxos existem como substratos de energia e regulam o desenvolvimento placentário através de derivados bioativos. Além disso, descobertas recentes revelaram que o metabolismo placentário se adapta prontamente a mudanças ambientais, alterando sua resposta a nutrientes e sinais endócrinos; essa adaptabilidade otimiza os resultados da gravidez ao diversificar as fontes de carbono disponíveis para a produção de energia, síntese de hormônios, angiogênese, ativação imunológica e tolerância, e crescimento fetoplacentário. Essas observações levantam a possibilidade de que anomalias no metabolismo de carboidratos e lipídios desempenhem um papel tanto na etiologia quanto na progressão clínica da PE, despertando um renovado interesse na inter-relação entre PE e desregulação metabólica. Esta revisão se concentrará em substratos metabólicos-chave e moléculas regulatórias na placenta e visa fornecer novas percepções sobre o papel do metabolismo na modulação do desenvolvimento e funções placentárias. Investigações adicionais a partir dessa perspectiva estão preparadas para decifrar a etiologia da PE e sugerir terapias potenciais.
Hu et al. (Sex,) estudaram esta questão.
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