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As substâncias per- e poli fluoroalquil (PFAS) são um grupo de compostos sintéticos utilizados em aplicações comerciais, produtos domésticos e processos industriais. A preocupação em torno da persistência ambiental, bioacumulação e toxicidade dessa vasta classe de contaminantes continua a crescer. Realizamos uma revisão da literatura científica para comparar os padrões de bioacumulação de PFAS em organismos marinhos e identificar compostos de potencial preocupação. Dados sobre a ocorrência de PFAS em água do mar, sedimentos e vários táxons marinhos foram analisados a partir de estudos publicados entre os anos 2000 e 2020. Diferenças taxonômicas e específicas de tecidos indicaram níveis elevados em tecidos ricos em proteínas e em organismos que respiram ar em comparação àqueles que respiram na água. Ácidos carboxílicos perfluoroalquilos de cadeia longa, particularmente o ácido perfluoroundecanoico, foram detectados em altas concentrações em vários táxons e em estudos temporais, indicando sua persistência e potencial de bioacumulação. O ácido perfluorooctanoico foi elevado em vários tipos de tecidos entre os táxons. Precursores e PFAS substitutos foram detectados em vários organismos marinhos. A identificação dessas tendências entre habitats e táxons pode ser aplicada a esforços de biomonitoramento, determinação de táxons de alto risco e desenvolvimento de critérios. Esta revisão também destaca os desafios relacionados ao biomonitoramento de PFAS, incluindo (i) efeitos de variáveis ambientais e biológicas, (ii) avaliação de locais de ligação e afinidades de proteínas, e (iii) biotransformação de precursores.
Khan et al. (Quarta-feira,) estudaram essa questão.