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Resíduos sólidos do processamento de azeite de oliva jordano (OOSW) foram usados para preparar amostras de biochar por pirólise lenta em temperaturas terminais de 350, 450, 550 e 630 °C; doravante conhecidos como BC-350, BC-450, BC-550 e BC-630, respectivamente. Essas amostras foram caracterizadas por espectroscopia de infravermelho por transformada de Fourier, microscopia eletrônica de varredura e difração de raios X, teor de cinzas, umidade e área superficial. A capacidade do biochar para remover íons Hg2+ de soluções aquosas foi investigada em experimentos em batelada em escala de laboratório. As cinéticas, efeito do pH e temperatura foram estudados. O valor otimizado de pH para a adsorção de Hg2+ foi 5. O modelo isotérmico de Dubinin-Radushkevich (D-R) foi o que melhor se ajustou aos resultados experimentais. Com base no modelo D-R, as capacidades máximas de adsorção a 25 °C foram 84,93, 94,48, 96,11 e 104,59 mg.g-1, para BC-350, BC-450, BC-550 e BC-630, respectivamente. O modelo cinético de pseudo-segunda ordem foi um bom ajuste para os dados experimentais. A mudança calculada na energia livre ΔG e entalpia ΔH indicou que o processo de adsorção foi espontâneo e exotérmico por natureza. O valor positivo de ΔS mostrou um aumento da aleatoriedade da interface sólido/solução durante a adsorção. Os resultados indicaram que o biochar derivado de OOSW pode ser um bom adsorvente para tratamento de água contaminada com Hg2+.
Hanandeh et al. (Sat,) estudaram essa questão.