Este estudo avaliou as práticas de biosseguridade em cinco unidades produtoras de alevinos de tilápia no Distrito Federal, Brasil, entre agosto de 2023 e agosto de 2024. Foi aplicado um questionário semiquantitativo com 89 itens, agrupados em cinco eixos temáticos. Os dados foram analisados por meio de estatísticas descritivas e inferenciais (qui-quadrado e ANOVA), bem como por análise relacional utilizando o software R. Os resultados indicaram elevada conformidade nas práticas de monitoramento da qualidade da água, manejo alimentar e registros de mortalidade; entretanto, foram identificadas fragilidades nos protocolos de quarentena, controle de visitantes, uso de equipamentos de proteção individual (EPI), programas de controle de pragas e adoção de vazio sanitário. A análise estatística não revelou diferenças significativas entre os grupos temáticos (p > 0,05), mas evidenciou variação significativa entre as propriedades avaliadas (p < 0,001), indicando a influência do manejo individual. O eixo de qualidade da água apresentou maior consistência, enquanto os aspectos relacionados a equipamentos e veículos mostraram maior heterogeneidade. Em comparação com referências internacionais, os resultados permanecem abaixo dos padrões observados em países como Noruega e Chile, onde protocolos de rastreabilidade e transporte são rigorosamente aplicados. Conclui-se que a adoção da biosseguridade nas unidades avaliadas é parcial e não padronizada, evidenciando a necessidade de maior harmonização de protocolos, capacitação técnica e investimentos em infraestrutura para fortalecer a resiliência sanitária da cadeia produtiva.
Trombeta et al. (2026) studied this question.
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