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A melhoria química do solo de baixa qualidade para construção tem sido cada vez mais utilizada como um meio de promover práticas de construção sustentáveis. A produção de estabilizadores de solo convencionais, como cimento ou cal, envolve consumo de recursos naturais não renováveis e energia, além de altas emissões de dióxido de carbono; portanto, estabilizadores alternativos estão sendo buscados. Este estudo utilizou cinzas de lodo de papel desperdício (PSA) para tratar três argilas diferentes. O objetivo foi avaliar a eficácia do PSA como uma alternativa à cal ou ao cimento para a estabilização de argilas com base nas características de plasticidade, resistência à compressão não confinada (UCS), retenção de água e estabilidade volumétrica. Os espécimes de solo tratados com PSA apresentaram um desempenho superior em comparação com os tratados com cal ou cimento: (a) o PSA reduziu consideravelmente os índices de plasticidade das duas argilas expansivas, de forma semelhante à da cal; (b) na maioria dos casos, dosagens de PSA iguais ou superiores ao consumo inicial de cal resultaram em UCS pelo menos duas vezes superior em comparação com aquelas obtidas com cales comerciais em dosagens equivalentes (> 1 MPa para os dois solos expansivos após 7 ou 28 dias de cura) e, nos casos inspecionados, também UCS maior do que cimento; e (c) consistente com os resultados de plasticidade, os espécimes tratados com PSA inchavam menos durante a umidade e apresentavam menores deformações volumétricas ao secar (melhor estabilidade volumétrica) em comparação aos solos tratados com cal ou cimento. No geral, os resultados prometem uma rota de valorização desse material de desperdício no campo da melhoria do solo.
Maria Mavroulidou (Mon,) estudou essa questão.