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Há um desacordo na literatura sobre a natureza exata do fenômeno da empatia. Existem visões emocionais, cognitivas e de condicionamento, aplicando-se em diferentes graus entre as espécies. Uma descrição adequada do mecanismo último e próximo pode integrar essas visões. Proximamente, a percepção do estado de um objeto ativa as representações correspondentes do sujeito, que por sua vez ativam respostas somáticas e autonômicas. Esse mecanismo apoia comportamentos básicos (por exemplo, alarme, facilitação social, vicariedade das emoções, responsividade mãe-bebê e modelagem de competidores e predadores) que são cruciais para o sucesso reprodutivo de animais que vivem em grupos. O Modelo Percepção-Ação (PAM), juntamente com uma compreensão de como as representações mudam com a experiência, pode explicar os principais efeitos empíricos na literatura (semelhança, familiaridade, experiência passada, ensino explícito e saliência). Também pode prever uma variedade de distúrbios de empatia. A interação entre o PAM e o funcionamento pré-frontal também pode explicar diferentes níveis de empatia entre espécies e grupos etários. Essa visão pode avançar nossa compreensão evolutiva da empatia além de fitness inclusivo e altruísmo recíproco e pode explicar diferentes níveis de empatia entre indivíduos, espécies, estágios de desenvolvimento e situações.
Preston et al. (Sex,) estudaram essa questão.