Resumo A política industrial é uma empreitada substancial que visa reformular as estruturas da atividade econômica para realizar objetivos públicos. Para isso, historicamente confia em um reassentamento Estado-indústria que reformula as relações entre Estado e indústria. Esse reassentamento também gera o conhecimento econômico que é um pré-requisito para alcançar esses objetivos e estabelece novas formas de ação coletiva para impedir mudanças. No entanto, até as reformas de 2024 que a incorporaram dentro do Semestre Europeu, a Política Industrial da UE não estava associada a nenhum reassentamento desse tipo. Essa institucionalização fraca significava, entre outras coisas, que seus objetivos proliferavam de maneira indisciplinada, o conhecimento industrial estava fraco e a Comissão estava mais preocupada em aprovar do que em cultivar novas formas de ação coletiva. Se essa política, portanto, centralizou um poder considerável dentro da Comissão, há boas razões para ser cético sobre o que será alcançado. Para isso, este artigo defende um Acordo Interinstitucional que tanto amenizaria esses problemas quanto garantiria que essa política não seja apenas sobre objetivos coletivos, mas sim uma empreitada mais pluralista e responsiva. Este Acordo comprometeria a UE a realizar três princípios. A restrição exigiria que o poder institucional fosse justificado e exercido com moderação. A integridade exigiria que as instituições da UE refletissem continuamente sobre se medidas ou processos individuais deveriam ser mantidos. A responsabilidade as tornaria não apenas responsáveis por suas ações e omissões, mas também responsáveis por cumprir o interesse público mais amplo que está sob sua égide.
Damian Chalmers (qui,) estudou esta questão.