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As mulheres, em grande parte do mundo, carecem de apoio para funções fundamentais de uma vida humana. As circunstâncias sociais e políticas desiguais conferem às mulheres capacidades humanas desiguais. Este artigo critica outras abordagens a essas desigualdades e oferece uma versão da abordagem das capacidades. A questão central levantada pela abordagem das capacidades não é: "Quão satisfeita está esta mulher?" ou "Quantos recursos ela consegue comandar?" Em vez disso, é: "O que ela é realmente capaz de fazer e ser?" A ideia central parece ser a do ser humano como um ser livre e digno que molda sua própria vida, em vez de ser moldado ou empurrado passivamente pelo mundo, como um rebanho ou animal de manada. A intuição básica a partir da qual a abordagem das capacidades começa, na esfera política, é que as habilidades humanas exercem uma reivindicação moral que elas devem ser desenvolvidas. Capacidade, e não funcionamento, é o objetivo político apropriado.
Martha C. Nussbaum (Sun,) estudou esta questão.