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OBJETIVO: Determinar quais fatores aumentam o risco de grandes defeitos de cicatriz cesariana avaliados por ultrassonografia transvaginal. DESENHO: Estudo observacional transversal. LOCAL: Hospital Universitário. POPULAÇÃO: Cento e oito mulheres que se submeteram a uma cesariana. MÉTODOS: Exame de ultrassonografia transvaginal da cicatriz no útero de 6 a 9 meses após a cesariana. Foram usadas definições publicadas de grandes defeitos de cicatriz. As informações clínicas foram obtidas dos prontuários médicos após a avaliação de todas as imagens de ultrassom. PRINCIPAIS MEDIDAS DE DESFECHO: Fatores que aumentam o risco de grandes defeitos de cicatriz cesariana. RESULTADOS: Vinte e duas (20%) mulheres apresentaram um grande defeito de cicatriz cesariana. As chances de um grande defeito aumentaram com a dilatação cervical na cesariana (0 cm, 1-4 cm, 5-7 cm, 8 cm ou mais; odds ratio OR 4,4 95% CI 0,7-28,5; 26,5 4,3-161,8; e 32,4 6,1-171,0; P < 0,001), estação da parte apresentadora abaixo da entrada pélvica na cesariana (OR 14,1 4,6-43,1; P < 0,001), duração do trabalho de parto na cesariana (0 hora, 1-4 horas, 5-9 horas, 10 horas ou mais; OR 2,0 0,2-23,8; 13,0 2,2-76,6; e 33,1 6,6-166,9; P < 0,001), aumento de ocitocina (OR 6,3, 2,3-17,3; P < 0,001), útero retroflexo no exame de ultrassom (OR 2,9 1,0-8,3; P = 0,047). Segundo a regressão logística multivariada, nenhuma variável acrescentou informações à dilatação cervical ou à estação da parte fetal apresentadora na cesariana. CONCLUSÕES: A cesariana em trabalho de parto avançado está associada a um aumento do risco de cicatrização incompleta da incisão uterina, conforme determinado por ultrassonografia transvaginal.
Osser et al. (Ter,) estudaram essa questão.
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