A assertividade sexual—tendência a tomar iniciativa e agir de forma independente em relação aos próprios desejos e comportamentos sexuais—é moldada por expectativas de gênero que retratam os homens como assertivos sexualmente e as mulheres como submissas (ou seja, script sexual tradicional). Usando dados diádicos de 383 casais alemães, incluindo parcerias heterossexuais e LGBTQ, testamos explicações concorrentes para a assertividade sexual: gênero, heteronormatividade ou poder experienciado dentro das relações. Análises de múltiplos níveis não mostraram suporte para as hipóteses de gênero ou heteronormatividade: mulheres e homens relataram níveis semelhantes de assertividade sexual entre os tipos de casais. Em contraste, indivíduos com maior poder experienciado relataram maior assertividade sexual, um padrão consistente entre casais heterossexuais e LGBTQ. A força da relação entre poder e assertividade variou entre os casais, sendo mais forte em relacionamentos com maior assertividade geral. Essas descobertas avançam a teoria ao demonstrar que a assertividade sexual reflete o poder experienciado, em vez de gênero ou heteronormatividade, ressaltando a importância das características socio-relacionais na formação da assertividade sexual.
Klein et al. (Sex,) estudaram essa questão.