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Resumo Descrevemos e refletimos sobre sete críticas recorrentes ao conceito de serviços ecossistêmicos e seus respectivos contra-argumentos. Primeiro, o conceito é criticado por ser antropocêntrico, enquanto outros argumentam que ele vai além dos valores instrumentais. Em segundo lugar, alguns alegam que o conceito promove uma relação exploratória entre humanos e natureza, enquanto outros afirmam que ele reconecta a sociedade aos ecossistemas, enfatizando a dependência da humanidade em relação à natureza. Em terceiro, existem preocupações de que o conceito possa entrar em conflito com os objetivos de conservação da biodiversidade, enquanto outros enfatizam a complementaridade. Quarto, o conceito é questionado devido ao seu suposto foco na valoração econômica, enquanto outros argumentam que a ciência dos serviços ecossistêmicos inclui muitos valores. Quinto, o conceito é criticado por promover a mercantilização da natureza, enquanto outros apontam que a maioria dos serviços ecossistêmicos não está ligada a instrumentos de mercado. Sexto, a vaguidade das definições e classificações é apontada como uma fraqueza, enquanto outros argumentam que a vaguidade aumenta a colaboração transdisciplinar. Sétimo, alguns criticam a natureza normativa do conceito, implicando que todos os resultados dos processos ecossistêmicos são desejáveis. A natureza normativa é de fato típica do conceito, mas não deve ser problemática quando reconhecida. Ao desvendar e contrastar diferentes argumentos, esperamos contribuir para um debate mais estruturado entre opositores e defensores do conceito de serviços ecossistêmicos.
Schröter et al. (Ter,) estudaram essa questão.
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