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FUNDO: A overdose de paracetamol é a causa mais comum de insuficiência hepática aguda (IHG). Nosso objetivo foi desenvolver algoritmos de codificação usando dados administrativos para identificar pacientes com overdose de paracetamol e complicações hepáticas. MÉTODOS: Pacientes hospitalizados por overdose de paracetamol foram identificados usando dados administrativos baseados na população (1995-2004). Algoritmos de codificação para overdose de paracetamol, hepatotoxicidade (alanina aminotransferase >1.000 U/L) e IHG (encefalopatia e razão normalizada internacional >1,5) foram derivados usando dados de abstração de prontuário como referência e análises de regressão logística. RESULTADOS: De 1.776 casos potenciais de overdose de paracetamol, os prontuários de 181 pacientes foram revisados; 139 (77%) tinham overdose de paracetamol confirmada. Um algoritmo que incluía os códigos 965.4 (ICD-9-CM) e T39.1 (ICD-10) foi altamente preciso (sensibilidade 90% intervalo de confiança de 95% 84-94%, especificidade 83% 69-93%, valor preditivo positivo 95% 89-98%, valor preditivo negativo 71% 57-83%, c-estatística 0.87 0.80-0.93). Algoritmos para hepatotoxicidade (incluindo códigos para necrose hepática, hepatite tóxica e encefalopatia) e IHG (necrose hepática e encefalopatia) também foram altamente preditivos (c-estatísticas = 0.88). A precisão dos algoritmos não foi afetada por idade, sexo ou sistema de codificação ICD, mas o algoritmo de overdose de paracetamol variou entre os hospitais (c-estatísticas 0.84-0.98; P = 0.003). CONCLUSÃO: Bancos de dados administrativos podem ser usados para identificar pacientes com overdose de paracetamol e complicações hepáticas. Se validados externamente, esses algoritmos facilitarão investigações sobre a epidemiologia e desfechos da overdose de paracetamol.
Myers et al. (Ter,) estudaram essa questão.