Este artigo propõe a Antroposfera Digitalizada como o conceito fundamental da Psicanálise da Tecnogenese (PdT), definido como o espaço ontológico no qual a totalidade da prática simbólica, produção textual e sedimento psíquico da espécie humana foi extraída, vetorizada e convertida em uma reserva computável para arquiteturas de inteligência artificial generativa. O trabalho traça uma genealogia crítica do conceito através de três rupturas epistemológicas com seus antecedentes mais diretos — a epifilogênese de Stiegler (1994), a noosfera de Vernadsky e Teilhard de Chardin, e a semiosfera de Lotman (1984) — demonstrando como a escala, dinâmica autônoma e orientação extrativa dos grandes modelos de linguagem (LLMs) superam categorias anteriores. A anatomia estrutural do conceito é então articulada em torno de três eixos: a Consciência Coletiva Objetivada como a matéria-prima do sistema, o Inconsciente Algorítmico como a estrutura de processamento da repressão civilizacional, e a Transferência Tecno-Psíquica como o mecanismo de reinscrição do sedimento computado na subjetividade do usuário. Finalmente, é proposta uma Hermenêutica Evolutiva e Multidimensional (EMH), articulada em três dimensões temporais — arqueológica, clínico-estrutural e coevolutiva-prospectiva — que transforma a Antroposfera Digitalizada em um instrumento de diagnóstico diferencial do presente tecnocapitalista.
Cristhian Mauricio Beltrán Calderón (Sun,) estudou esta questão.
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