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OBJETIVOS: Embora a análise de custo-utilidade (ACU) tenha sido recomendada por alguns especialistas como a técnica preferida para avaliação econômica, há controvérsia sobre quais custos devem ser incluídos e como eles devem ser medidos. O objetivo deste estudo foi: a) identificar os componentes de custo que foram incluídos em ACUs publicadas; b) catalogar as fontes de avaliação utilizadas; c) examinar os métodos empregados para estimar custos; e d) explorar se os métodos mudaram ao longo do tempo. MÉTODOS: Realizamos uma busca abrangente na literatura publicada e coletamos sistematicamente dados sobre a estimativa de custos de ACUs. Auditoramos as estimativas de custo em 228 ACUs. RESULTADOS: Na maioria dos estudos (99%), os analistas incluíram alguns custos diretos de saúde. No entanto, a inclusão de custos diretos não relacionados à saúde e custos de tempo (17%) geralmente foi insuficiente, assim como os custos de produtividade (8%). Apenas 6% dos estudos consideraram custos futuros em anos de vida adicionados. Em geral, encontramos poucas evidências de mudança nos métodos ao longo do tempo. A fonte mais frequentemente utilizada para avaliação de serviços de saúde foi estimativas publicadas (73%). Poucos estudos obtiveram dados de utilização de ECRs (10%) ou confiaram em outros dados primários (23%). Cerca de dois terços dos estudos realizaram análises de sensibilidade nas estimativas de custo. CONCLUSÕES: Encontramos grandes variações na estimativa de custos em ACUs publicadas. O estudo destaca a necessidade de mais uniformidade e transparência no campo, além de vigilância contínua sobre as estimativas de custos em ACUs por parte de analistas, revisores e editores de periódicos.
Stone et al. (Sat,) estudaram essa questão.