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ResumoCom exceção das Primeiras Nações, Métis e povos Inuit, a maioria dos canadenses desfruta de segurança hídrica. Os povos indígenas têm noventa vezes mais chances de não ter água encanada do que outros canadenses. Essas disparidades resultam e mantêm a relação colonial entre o Canadá e os povos indígenas. Como populações deslocadas com valores muitas vezes em oposição ao neoliberalismo, os povos indígenas representam uma ameaça existencial à identidade canadense, identidade esta que foi criada em torno da posse de uma vasta terra que se estende até o Polo Norte, e da subsequente extração intensiva de recursos por toda essa terra. Para manter a identidade nacional do Canadá e as atividades que a sustentam, os povos indígenas precisam ser empurrados para as margens figurativas e literais e tornados invisíveis. Cinco breves estudos de caso sobre insegurança hídrica demonstram como o neoliberalismo sustenta e legitima a governança hídrica descentralizada no Canadá, que, por sua vez, promove e mantém a desigualdade ambiental, a marginalização indígena e, em última análise, a identidade canadense.
Maura Hanrahan (2017) estudou essa questão.
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