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As finanças digitais são uma fronteira emergente do desenvolvimento do setor financeiro no século XXI contemporâneo. Apesar dos benefícios conhecidos das finanças digitais, há uma visão amplamente difundida de que os serviços financeiros digitais não penetraram de forma adequada em vastos segmentos da sociedade, dadas as disparidades na disponibilidade de financiamento, sua acessibilidade e uso. Portanto, a evolução das tecnologias financeiras, juntamente com o comportamento do consumidor digital na era atual, apresenta um espaço para reformular modelos de negócios financeiros convencionais para, particularmente, melhorar a inclusão financeira da Geração Z. Essa geração presumivelmente possui uma construção mental única de inclusão financeira digital, devido às suas necessidades e circunstâncias financeiras, e seu comportamento intrínseco como consumidor digital. Portanto, este artigo defende a Produção Social do Espaço de Lefebvre como uma nova lente teórica pela qual a inclusão financeira da Geração Z pode ser melhor conceptualizada, a fim de fornecer uma visão preditiva para o futuro desenvolvimento de ecossistemas bancários digitais inclusivos. Para esse fim, o artigo demonstra, no contexto da Zâmbia na África Subsaariana, que a Geração Z tem a propensão e competência para usar tecnologias digitais, mas sua resposta adotiva às finanças digitais é moldada pela percepção de que o banco e as finanças convencionais são altamente exclusivos. Isso sugere que o ecossistema bancário convencional opera ao longo de um continuum entre equidade social e sustentabilidade financeira, apresentando um desafio conceitual de projetar modelos de negócios financeiros que sejam equitativos sem comprometer a sustentabilidade do ecossistema. Recomenda-se, portanto, que para um ecossistema bancário digital ser autenticamente inclusivo da Geração Z, deve haver uma responsabilidade participativa que considere e abrace as estratégias de oferta da geração para inclusão financeira, e ainda facilite o empoderamento dessa clientela com base nas dinâmicas coevolutivas da tecnologia financeira e do comportamento do consumidor digital.
Kangwa et al. (Sex,), estudaram essa questão.
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