ENG This publication is part of a collection of articles written by experts of a wide range of areas that are related to the topics covered in SmartVote, namely the relationship between young people politics and how information and disinformation flows impact the way they see democracy. In this article Miguel Paisana explores the conceptual framework in which the SmartVote project operates. The SmartVote project was conceived in September 2024 as a collaborative Iberian initiative combining academic rigour with civil society expertise, with a particular focus on young people as a vulnerable and strategically important audience for democratic health. Spain and Portugal share a common democratic heritage — both underwent transitions from authoritarianism in the 1970s and face structurally similar challenges today, including political polarisation, low youth voter turnout, economic precariousness, and the rise of populist movements that have successfully targeted younger generations. Despite these parallels, meaningful differences in political structure, levels of decentralisation, and media trust shape distinct national contexts that the project takes care to address comparatively. At the heart of the project's rationale is a generational rupture in political socialisation. For younger Iberian citizens, engagement with democracy, public life, and news no longer flows primarily through traditional institutions — schools, families, or legacy media — but through algorithmically curated social platforms designed to capture attention through confirmation, polarisation, or both. The consequences are measurable: younger audiences show lower interest in news, higher rates of news avoidance, and reduced concern about disinformation, even as its complexity and reach continue to grow. The emergence of AI — particularly Large Language Models — intensifies these dynamics. While Iberian audiences express curiosity toward AI, trust drops sharply when it operates without human oversight. Crucially, AI systems are not neutral: like all communication technologies, they carry embedded ideological and structural assumptions that users must be equipped to recognise and critically evaluate. SmartVote responds to this landscape by developing media literacy frameworks and AI-assisted verification tools aimed at fostering informed electoral participation among 18–25 year-olds. The project's broader ambition is to strengthen the epistemic foundations of Iberian democracies at a moment of acute technological and political disruption. ES Esta publicación forma parte de una recopilación de artículos escritos por expertos de una amplia variedad de ámbitos relacionados con los temas que aborda SmartVote, concretamente la relación entre los jóvenes y la política, y cómo los flujos de información y desinformación influyen en su forma de ver la democracia. En este artículo, Miguel Paisana analiza el marco conceptual en el que se inscribe el proyecto SmartVote. El proyecto SmartVote se concibió en septiembre de 2024 como una iniciativa ibérica colaborativa que combina el rigor académico con la experiencia de la sociedad civil, prestando especial atención a los jóvenes como un público vulnerable y estratégicamente importante para la salud de la democracia. España y Portugal comparten un patrimonio democrático común: ambos países vivieron transiciones desde el autoritarismo en la década de 1970 y se enfrentan hoy a retos estructuralmente similares, como la polarización política, la baja participación electoral de los jóvenes, la precariedad económica y el auge de movimientos populistas que han sabido dirigirse con éxito a las generaciones más jóvenes. A pesar de estos paralelismos, diferencias significativas en la estructura política, los niveles de descentralización y la confianza en los medios de comunicación conforman contextos nacionales distintos que el proyecto se esmera en abordar de forma comparativa. En el centro de la razón de ser del proyecto se encuentra una ruptura generacional en la socialización política. Para los ciudadanos ibéricos más jóvenes, la implicación con la democracia, la vida pública y las noticias ya no fluye principalmente a través de las instituciones tradicionales —escuelas, familias o medios tradicionales—, sino a través de plataformas sociales curadas algorítmicamente y diseñadas para captar la atención mediante la confirmación, la polarización o ambas cosas. Las consecuencias son cuantificables: el público más joven muestra menos interés por las noticias, mayor tendencia a evitarlas y menor preocupación por la desinformación, incluso cuando su complejidad y alcance siguen creciendo. La aparición de la IA —en particular los grandes modelos de lenguaje— intensifica estas dinámicas. Aunque el público ibérico muestra curiosidad por la IA, la confianza cae en picado cuando esta opera sin supervisión humana. Es fundamental señalar que los sistemas de IA no son neutrales: al igual que todas las tecnologías de la comunicación, llevan incorporados supuestos ideológicos y estructurales que los usuarios deben estar capacitados para reconocer y evaluar críticamente. SmartVote responde a este panorama desarrollando marcos de alfabetización mediática y herramientas de verificación asistidas por IA destinadas a fomentar la participación electoral informada entre los jóvenes de 18 a 25 años. La ambición más amplia del proyecto es fortalecer los cimientos epistémicos de las democracias ibéricas en un momento de aguda disrupción tecnológica y política. PT Esta publicação faz parte de uma coleção de artigos escritos por especialistas de diversas áreas relacionadas com os temas abordados no SmartVote, nomeadamente a relação entre os jovens e a política e a forma como os fluxos de informação e desinformação influenciam a sua visão da democracia. Neste artigo, Miguel Paisana explora o quadro conceptual em que o projeto SmartVote se insere. O projeto SmartVote foi concebido em setembro de 2024 como uma iniciativa ibérica colaborativa que combina rigor académico com a experiência da sociedade civil, com especial enfoque nos jovens enquanto público vulnerável e estrategicamente importante para a saúde da democracia. Espanha e Portugal partilham uma herança democrática comum — ambos passaram por transições do autoritarismo na década de 1970 e enfrentam hoje desafios estruturalmente semelhantes, incluindo polarização política, baixa participação eleitoral dos jovens, precariedade económica e a ascensão de movimentos populistas que têm conseguido atingir as gerações mais jovens. Apesar destas semelhanças, diferenças significativas na estrutura política, nos níveis de descentralização e na confiança nos meios de comunicação moldam contextos nacionais distintos que o projeto se preocupa em abordar de forma comparativa. No cerne da lógica do projeto está uma ruptura geracional na socialização política. Para os cidadãos ibéricos mais jovens, o envolvimento com a democracia, a vida pública e as notícias já não passa principalmente pelas instituições tradicionais — escolas, famílias ou meios de comunicação tradicionais — mas por plataformas sociais curadas algoritmicamente, concebidas para captar a atenção através da confirmação, da polarização ou de ambas. As consequências são mensuráveis: os públicos mais jovens mostram menor interesse pelas notícias, taxas mais elevadas de evasão das notícias e menor preocupação com a desinformação, mesmo que a sua complexidade e alcance continuem a crescer. O surgimento da IA — particularmente dos Grandes Modelos de Linguagem — intensifica estas dinâmicas. Embora os públicos ibéricos manifestem curiosidade em relação à IA, a confiança diminui drasticamente quando esta opera sem supervisão humana. Fundamentalmente, os sistemas de IA não são neutros: tal como todas as tecnologias de comunicação, carregam pressupostos ideológicos e estruturais incorporados que os utilizadores devem estar preparados para reconhecer e avaliar criticamente. O SmartVote responde a este panorama desenvolvendo estruturas de literacia mediática e ferramentas de verificação assistidas por IA destinadas a promover a participação eleitoral informada entre os jovens dos 18 aos 25 anos. A ambição mais ampla do projeto é reforçar os alicerces epistémicos das democracias ibéricas num momento de profunda perturbação tecnológica e política.
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Miguel Paisana
Iscte – Instituto Universitário de Lisboa
Iscte – Instituto Universitário de Lisboa
Valongo Observatory
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Miguel Paisana (Mon,) studied this question.
synapsesocial.com/papers/6a0ea196be05d6e3efb60757 — DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.20058173