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Quando as pessoas falam, muitas vezes insinuam sua intenção indiretamente em vez de afirmá-la como uma proposição direta. Exemplos incluem insinuações sexuais, ameaças veladas, pedidos educados e subornos disfarçados. Propomos uma teoria de três partes da fala indireta, baseada na ideia de que a comunicação humana envolve uma mistura de cooperação e conflito. Primeiro, os pedidos indiretos permitem uma negação plausível, na qual um ouvinte cooperativo pode aceitar o pedido, mas um que não é cooperativo não pode reagir de forma adversarial a ele. Essa intuição é apoiada por um modelo de teoria dos jogos que prevê os custos e benefícios para um falante de pedidos diretos e indiretos. Segundo, a linguagem tem duas funções: transmitir informações e negociar o tipo de relacionamento entre falante e ouvinte (em particular, dominância, comunalidade ou reciprocidade). Os custos emocionais de uma incompatibilidade no tipo de relacionamento assumido podem criar uma necessidade de negação plausível e, assim, favorecer a indiretude mesmo quando não há custos tangíveis. Terceiro, as pessoas percebem a linguagem como um meio digital, o que permite que uma sentença gere conhecimento comum, propague uma mensagem com alta fidelidade e sirva como um ponto de referência em jogos de coordenação. Essa característica torna um pedido indireto qualitativamente diferente de um direto, mesmo quando o falante e o ouvinte podem inferir as intenções uns dos outros com alta confiança.
Pinker et al. (Qui,) estudaram essa questão.
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