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RESUMO Amostras de solo foram coletadas de quatro experimentos de campo sobre o crescimento de cereais em solo de semeadura direta e em solo arado. Quando amostrados, um dos experimentos tinha duração de 5 anos, outro de 6, um de 8 e outro de 10 anos. A amostragem foi feita até logo abaixo da profundidade de aragem e foi realizada com base em uma 'profundidade equivalente', ou seja, os lotes de semeadura direta mais compactados foram amostrados de maneira mais rasa do que os lotes arados, de modo que ambas as amostras representassem o mesmo peso de solo por unidade de área. Nenhuma diferença significativa em nitrogênio total ou em carbono orgânico total foi observada entre os tratamentos de cultivo em nenhum dos quatro locais. Em três dos quatro locais, não houve diferença significativa em carbono da biomassa microbiana, adenosina 5'-trifosfato (ATP) ou nitrogênio mineralizável entre solos de semeadura direta e arados. No quarto, que continha mais argila do que os outros, havia ligeiramente mais carbono de biomassa e ATP no solo de semeadura direta. Como o carbono da biomassa microbiana (ou ATP, que está intimamente correlacionado ao carbono da biomassa microbiana) responde mais rapidamente a mudanças na gestão do que o carbono e nitrogênio totais, uma mudança no carbono da biomassa deve fornecer um aviso antecipado de mudanças na matéria orgânica do solo, muito antes que mudanças no carbono e nitrogênio totais se tornem mensuráveis. O fato de que nenhuma tal mudança foi observada, com uma exceção parcial, é prova de que uma mudança dos métodos tradicionais de cultivo para semeadura direta tem pouco efeito na matéria orgânica do solo, a não ser alterar sua distribuição no perfil do solo.
Powlson et al. (Ter,) estudaram essa questão.
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