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FUNDAMENTAÇÃO: O impacto potencial de uma pandemia de influenza pode ser avaliado calculando um conjunto de parâmetros de transmissibilidade, sendo o mais importante o número de reprodução (R), que é definido como o número médio de casos secundários gerados por caso infeccioso típico. MÉTODOS: Realizamos uma revisão sistemática para resumir estimativas publicadas de R para influenza pandêmica ou sazonal e para vírus influenza novos (por exemplo, H5N1). Retivemos e resumimos artigos que estimaram R para influenza pandêmica ou sazonal ou para infecções humanas com vírus influenza novos. RESULTADOS: A busca resultou em 567 artigos. Noventa e um artigos foram retidos, e mais vinte artigos foram identificados nas referências dos artigos retidos. Vinte e quatro estudos relataram 51 valores de R para a pandemia de 1918. O valor mediano de R para 1918 foi 1,80 (intervalo interquartil IQR: 1,47-2,27). Seis estudos relataram sete valores de R da pandemia de 1957. O valor mediano de R para 1957 foi 1,65 (IQR: 1,53-1,70). Quatro estudos relataram sete valores de R da pandemia de 1968. O valor mediano de R para 1968 foi 1,80 (IQR: 1,56-1,85). Cinquenta e sete estudos relataram 78 valores de R da pandemia de 2009. O valor mediano de R para 2009 foi 1,46 (IQR: 1,30-1,70) e foi semelhante nas duas ondas da doença: 1,46 para a primeira onda e 1,48 para a segunda onda. Vinte e quatro estudos relataram 47 valores de R de epidemias sazonais. O valor mediano de R para influenza sazonal foi 1,28 (IQR: 1,19-1,37). Quatro estudos relataram seis valores de R de influenza nova. Quatro dos seis valores de R foram <1. CONCLUSÕES: Esses valores de R representam a diferença entre epidemias que são controláveis e causam doenças moderadas e aquelas que causam um número significativo de doenças e requerem estratégias de mitigação intensivas para controle. O monitoramento contínuo de R durante surtos sazonais e novos de influenza é necessário para documentar sua variação antes da próxima pandemia.
Biggerstaff et al. (Qui,) estudaram essa questão.