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A medicina digital é um campo interdisciplinar, reunindo partes interessadas com expertise em engenharia, fabricação, ciência clínica, ciência de dados, bioestatística, ciência regulatória, ética, defesa dos pacientes e política de saúde, para citar alguns. Embora essa diversidade seja indubitavelmente valiosa, pode levar à confusão quanto à terminologia e às melhores práticas. Existem muitos casos, como detalhamos neste artigo, em que um único termo é usado por diferentes grupos para significar coisas diferentes, bem como casos em que múltiplos termos são usados para descrever essencialmente o mesmo conceito. Nossa intenção é esclarecer a terminologia central e as melhores práticas para a avaliação das Tecnologias de Monitoramento Biométrico (BioMeTs), sem introduzir desnecessariamente novos termos. Focamos na avaliação das BioMeTs como adequadas para uso em ensaios clínicos. No entanto, nossa intenção é que essa estrutura seja instrutiva para todos os usuários de ferramentas de medição digital, independentemente do ambiente ou do uso pretendido. Propomos e descrevemos uma estrutura de três componentes destinada a fornecer um framework de avaliação fundamental para as BioMeTs. Essa estrutura inclui (1) verificação, (2) validação analítica e (3) validação clínica. Nosso objetivo é que esse vocabulário comum possibilite uma comunicação e colaboração mais eficazes, gere uma base de evidências comum e significativa para as BioMeTs e melhore a acessibilidade no campo da medicina digital.
Goldsack et al. (Ter,) estudaram essa questão.