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FUNDAMENTAÇÃO: Infecções nosocomiais impõem uma carga substancial sobre os sistemas de saúde e representam uma das principais questões na saúde pública atual, exigindo esforços notáveis para sua prevenção. Compreender a dinâmica da transmissão de infecções em um ambiente hospitalar é essencial para adaptar intervenções e prever a propagação entre indivíduos. Modelos matemáticos precisam ser informados com dados precisos sobre os contatos entre indivíduos. MÉTODOS E RESULTADOS: Utilizamos Dispositivos de Identificação por Radiofrequência (RFID) vestíveis para detectar contatos face a face entre indivíduos com uma resolução espacial de cerca de 1,5 metros e uma resolução temporal de 20 segundos. O estudo foi realizado em uma enfermaria pediátrica geral, durante um período de uma semana, e incluiu 119 participantes, com 51 trabalhadores da saúde, 37 pacientes e 31 cuidadores. Quase 16.000 contatos foram registrados durante o período do estudo, com uma mediana de aproximadamente 20 contatos por participante por dia. No total, 25% dos contatos envolveram um assistente de enfermaria, 23% uma enfermeira, 22% um paciente, 22% um cuidador e 8% um médico. A maioria dos contatos teve duração breve, mas contatos longos e frequentes, especialmente entre pacientes e cuidadores, também foram encontrados. No ambiente estudado, cuidadores não representam um potencial significativo para a propagação de infecções para um grande número de indivíduos, uma vez que suas interações envolvem principalmente o paciente correspondente. Enfermeiros merecem prioridade nas estratégias de prevenção devido ao seu papel central nas possíveis rotas de propagação de infecções. CONCLUSÕES: Nosso estudo demonstra a viabilidade de medidas precisas e reproducíveis do padrão de contatos em um ambiente hospitalar. Os resultados obtidos são particularmente úteis para o estudo da propagação de infecções respiratórias, para monitorar padrões críticos e para estabelecer estratégias de prevenção personalizadas. A tecnologia de sensores de proximidade deve ser considerada uma ferramenta valiosa para medir tais padrões e avaliar estratégias de prevenção nosocomiais em ambientes específicos.
Isella et al. (Mon,) estudaram essa questão.