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FUNDAMENTO: O parênquima do cérebro não contém linfáticos. Consequentemente, assumiu-se que as projeções aracnoides no sistema venoso craniano são responsáveis pela absorção do líquido cefalorraquidiano (LCR). No entanto, evidências recentes quantitativas e qualitativas em ovelhas sugerem que os linfáticos nasais desempenham o papel principal no transporte do LCR. No entanto, a aplicabilidade desse conceito a outras espécies, especialmente aos humanos, nunca foi esclarecida. O objetivo deste estudo foi comparar as associações entre o LCR e linfa nasal em primatas humanos e não humanos com aquelas observadas em outras espécies de mamíferos. MÉTODOS: Estudos foram realizados em ovelhas, porcos, coelhos, ratos, camundongos, macacos e humanos. Imediatamente após o sacrifício (ou até 7 horas após a morte em humanos), Microfil amarelo foi injetado no compartimento do LCR. As cabeças foram cortadas em um plano sagital. RESULTADOS: Nas sete espécies examinadas, Microfil foi observado principalmente no espaço subaracnoide ao redor dos bulbos olfativos e da lâmina cribriforme. O agente de contraste seguiu os nervos olfativos e entrou em extensas redes linfáticas na submucosa associada ao epitélio olfativo e respiratório. Esta é a primeira evidência direta da associação entre os compartimentos de LCR e linfa nasal em humanos. CONCLUSÕES: O fato de que o padrão de distribuição de Microfil foi semelhante em todas as espécies testadas sugere que a absorção do LCR pelos linfáticos nasais é uma característica comum a todos os mamíferos, incluindo humanos. É tentador especular que algumas desordens do sistema de LCR (hidrocefalia e hipertensão intracraniana idiopática, por exemplo) podem estar relacionadas, direta ou indiretamente, a um déficit na absorção linfática do LCR.
Johnston et al. (Sex,) estudaram essa questão.
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