Key points are not available for this paper at this time.
O ‘padrão de civilização’ tem suas raízes no tropo culturalmente difundido de ‘civilizado’ versus ‘bárbaro’. Ele assumiu sua forma moderna específica no século XIX, principalmente como um termo legal europeu. Nenhum conjunto específico de critérios para o ‘padrão de civilização’ jamais foi codificado, mas a prática geral era definir o padrão pelas formas contemporâneas de governo existentes na Europa. Seu papel político era atuar como guardião da inclusão na sociedade internacional e justificar o colonialismo. O termo entrou em colapso após 1945, quando o direito à autodeterminação abriu a membresia para quase todos os povos. Na literatura da Escola Inglesa, o ‘padrão de civilização’ tem sido usado para narrar uma variedade de histórias de encontros históricos e criticar a negligência da Escola em relação ao colonialismo. Sua relevância contemporânea na literatura diz respeito a debates sobre se os direitos humanos, a democracia, o capitalismo e possivelmente o ambientalismo estão sendo usados para construir um novo ‘padrão de civilização’ operacionalizado por meio de condicionalidade e outras práticas discriminatórias. Outro vínculo importante é entre a obrigação colonial de elevar os povos ‘menos avançados’ ao padrão e a obrigação pós-1945 de fornecer ajuda e desenvolvimento aos ‘menos desenvolvidos’. O conceito da Escola Inglesa de ‘padrão de civilização’ é, portanto, politicamente refrescante e de durável relevância para pensar sobre as relações internacionais.
Barry Buzan (Sun,) estudou essa questão.