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Analisamos as percepções dos docentes de Ciências Sociais sobre a sua própria competência em informação e digital, bem como a de seus estudantes, além das mudanças que ocorreram em consequência da virtualização da aprendizagem causada pela pandemia do coronavírus (Covid-19). A metodologia utilizada é qualitativa, baseada na aplicação de duas técnicas: grupos de discussão realizados com docentes experientes de três universidades espanholas e entrevistas realizadas com a mesma amostra após a suspensão do ensino presencial. Os resultados mostram que os docentes participantes deste estudo têm uma visão crítica da competência em informação e digital do corpo discente, indicando que eles carecem de capacidade de avaliação, uso crítico e comunicação da informação, apesar de dominar ferramentas tecnológicas e utilizar amplamente dispositivos móveis. Além disso, duvidam de sua própria capacidade de formar estudantes nessa competência e atribuem a dificuldade em alcançar e promover tal aprendizagem a diversos fatores da cultura universitária: falta de coordenação entre o corpo docente, que às vezes se encontra em situações de insegurança no emprego, ou a forma como a Área Europeia de Educação Superior tem sido aplicada nas universidades. Os docentes reconhecem a natureza básica e transversal dessa competência e defendem a sua incorporação na metodologia de trabalho real de todas as disciplinas, não de forma segregada. Por fim, o esforço feito para o desenvolvimento “virtual” do ensino em consequência da pandemia de Covid-19 foi um choque para os docentes, que declaram uma atitude positiva em relação à revisão de suas próprias práticas digitais-informativas para adaptar seu ensino, mas acreditam que isso pouco resultou em melhorias na competência em informação e digital de seus estudantes até agora.
Salvador et al. (qui,) estudaram essa questão.
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