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Este artigo serve como um exame crítico do sectarismo na sociedade e política iraquianas, considerando tanto suas origens históricas quanto suas manifestações contemporâneas. Assim, o artigo avalia a questão sectária em duas partes: (1) seu contexto histórico no ambiente iraquiano e (2) os usos do sectarismo social para fins políticos no Iraque moderno. Isso fornece a base para uma avaliação crítica dos diversos atores, tanto iraquianos quanto estrangeiros, que usaram o sectarismo para promover seus interesses paroquiais no Iraque ocupado. O levantamento histórico do sectarismo examina as bases sociais e folclóricas do sectarismo social no Iraque moderno. Argumentamos que a manifestação do sectarismo no Iraque contemporâneo foi transformada de um fenômeno social em um programa político durante a ocupação militar anglo-americana. Mesmo antes da ocupação, um tema central do discurso global sobre o Iraque (1990–2002) era a tentativa de atores externos de incorporar o sectarismo político nas dinâmicas políticas do Iraque. Este ensaio argumenta que a forma violenta e altamente politizada do sectarismo que caracteriza atualmente o Iraque é o resultado de uma manipulação deliberada das diferenças sociais que haviam sido amplamente transcendente nos principais centros urbanos do Iraque ao longo de décadas de construção do estado nacional. Os processos deste 'novo sectarismo' são avaliados em termos dos mecanismos políticos e legais que foram institucionalizados no Iraque ocupado. Os principais instigadores deste novo sectarismo são identificados como autoridades de ocupação anglo-americanas; atores regionais; e, de forma crítica, uma classe de 'carpetbaggers' – expatriados iraquianos que foram colocados no poder por forças de ocupação e desde então desenvolveram estreitas bases sectárias na busca de seus interesses paroquiais. O desenvolvimento desta classe política expatriada é examinado em termos do patronato que recebe de forças estrangeiras, particularmente americanas e britânicas, e em sua contínua dependência de atores externos.
Ismael et al. (Quarta-feira) estudaram esta questão.