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RESUMO Pesquisas demonstraram que o aprendizado de vocabulário em segunda língua (L2) melhora quando palavras-alvo são apresentadas em formatos acusticamente variados em comparação com formatos acusticamente consistentes. O presente estudo investigou até que ponto esse benefício da variabilidade acústica é consequência de demandas de codificação difíceis (hipótese do esforço cognitivo) versus uma qualidade representacional aumentada. O Experimento 1 comparou o aprendizado de vocabulário em L2 para palavras produzidas em voz normal (codificação mais fácil) ou voz nasal (codificação mais difícil). O aprendizado de vocabulário foi superior na condição de voz normal, argumentando contra uma simples hipótese de esforço cognitivo como base para o aprendizado de vocabulário em L2 melhorado com maior variabilidade acústica. O Experimento 2 avaliou a resistência das formas de palavras em L2 recém-adquiridas aos efeitos da degradação acústica. Os participantes ouviram seis repetições de cada item em uma condição de um único falante ou múltiplos falantes. A robustez das novas representações de formas de palavras foi avaliada medindo a precisão e a latência da tradução de L2 para a primeira língua (L1) como função da relação sinal/ruído. Em todas as quatro relações sinal/ruído, a precisão e a latência da tradução de L2 para L1 foram significativamente melhores para palavras aprendidas na condição de múltiplos falantes em oposição à condição de um único falante. De particular importância, a diferença entre falantes únicos e múltiplos aumentou sistematicamente à medida que a relação sinal/ruído diminuía. Esses achados sugerem que os benefícios da variabilidade acústica são consequência da capacidade dos alunos de reter e usar informações indexicais durante os primeiros estágios do aprendizado de palavras e fornecem apoio à hipótese da qualidade representacional.
Sommers et al. (Sexa,) estudaram essa questão.