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A sarcoidose é uma doença sistêmica de etiologia desconhecida com apresentação, prognóstico e progressão variáveis. No diagnóstico, cerca de 50% dos pacientes são assintomáticos, 25% se queixam de tosse ou dispneia, e 25% têm lesões cutâneas (eritema nodoso, lúpus pernio ou placas ou cicatrizes) ou sintomas oculares (ou desenvolvem durante o curso da doença). A adenopatia hilar bilateral é o achado radiográfico mais comum. Outros achados característicos incluem doença intersticial pulmonar, calcificação ocasional dos linfonodos afetados e derrames pleurais e espessamento. A tomografia computadorizada é mais sensível do que a radiografia na detecção de adenopatia e doença parenquimatosa sutil; a cintilografia com gálio-67 é útil na identificação de locais extratorácicos de envolvimento, deteção de doença ativa e avaliação da resposta ao tratamento. O diagnóstico é estabelecido com mais segurança quando os achados clínico-radiológicos são apoiados por evidência histológica de granulomas não caseosos disseminados. A doença varia de um processo subclínico autolimitado a uma debilitação crônica e morte, com as principais complicações sendo a fibrose, formação de micetoma e cor pulmonale. Como a doença frequentemente envolve estruturas torácicas, a radiografia torácica desempenha um papel crucial no diagnóstico, estadiamento e acompanhamento da sarcoidose.
Miller et al. (Quarta-feira,) estudaram essa questão.