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FUNDO: A Faculdade de Medicina da Universidade de Toronto está implementando um novo currículo de graduação que enfatiza a aprendizagem ativa e autodirigida. Os objetivos deste estudo foram (1) avaliar as mudanças nas atitudes dos alunos após a experiência inicial direta com a aprendizagem baseada em problemas (PBL), (2) descrever as experiências dos professores e (3) desenvolver diretrizes para a implementação posterior do PBL. MÉTODO: Questionários foram aplicados no início da primeira sessão de PBL e ao final da última sessão (cinco semanas depois) para os 250 alunos do segundo ano em 1992-93 e para seus 15 tutores professores. Os dados quantitativos foram analisados usando análise multivariada de variância e testes univariados. As perguntas abertas foram categorizadas com base em padrões comuns que emergiram. RESULTADOS: Dos 250 alunos, 196 (78%) responderam ao pré-teste, e 207 (83%) responderam ao pós-teste. Houve uma mudança estatisticamente significativa nas percepções dos alunos do pré-teste para o pós-teste ao concordar que o PBL é mais eficaz do que os métodos de ensino tradicionais (aumentando de 38% para 52%). Os alunos avaliaram os métodos tradicionais como melhores para aquisição de conhecimento, enquanto os métodos de PBL foram avaliados como melhores para melhorar o trabalho em equipe e as relações médico-paciente. No pré-teste, os temas mais comuns diziam respeito a um perigo percebido de que o PBL resultaria em lacunas de conhecimento, reforçaria informações incorretas e faria uso ineficiente do tempo valioso. As vantagens percebidas do PBL incluíram que é mais estimulante e agradável, e ensina os alunos a aprenderem em vez de memorizar. No pós-teste, houve um aumento nos comentários favoráveis dos alunos. Virtualmente todas as atitudes expressas pelos alunos foram compartilhadas pelos professores. Além disso, no pré-teste, os professores estavam ansiosos pela falta de estrutura percebida no PBL. CONCLUSÃO: A experiência direta com o PBL levou a atitudes mais favoráveis entre alunos e professores. Recomendações são sugeridas para outras escolas e programas que buscam implementar currículos PBL.
Bernstein et al. (Qua,) estudaram essa questão.