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A União Europeia (UE) está tomando medidas para reduzir gradualmente sua dependência de combustíveis fósseis, bem como para descarbonizar todo o sistema energético e automotivo, com o objetivo de alcançar a neutralidade de carbono até 2050. Nesse sentido, o transporte rodoviário desempenha um papel fundamental nesse processo. Veículos com motor de combustão interna (ICE) devem ser lentamente desativados à medida que outros sistemas de transmissão surgem por várias razões, desde as emissões de gases de efeito estufa (GEE) até a qualidade do ar urbano. Para mudar tanto as paisagens tecnológica quanto de consumo, os governos devem agir por meio de intervenções na elaboração de políticas. Veículos elétricos (EVs) oferecem uma oportunidade significativa para abordar essa questão e, como tal, o trabalho atual visa avaliar as intervenções políticas em nível nacional dentro da UE em relação à transição dos EVs. Este estudo emprega o método ELECTRE (ELiminação e Escolha Traduzindo a REalidade) TRI-nC para classificar 27 Estados Membros (EMs) da UE em relação à sua governança em termos de promoção da tecnologia de EVs. No geral, incentivos financeiros ainda têm um grande efeito na implementação de EVs, já que aqueles países com maior preocupação sobre este tema foram geralmente melhor classificados do que os demais. Por fim, as infraestruturas de recarga também desempenham um papel crítico, podendo facilitar ou dificultar a implementação de EVs, levando à pior classificação de EMs com muito poucos pontos de recarga por 100 mil habitantes urbanos.
Martins et al. (Thu,) estudaram essa questão.