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O rápido crescimento do diabetes em países de renda média está gerando disparidades na saúde global. Nesse contexto, realizamos um estudo para quantificar as desigualdades em saúde decorrentes do ônus econômico do diabetes no México. Pesquisa avaliativa baseada em um desenho longitudinal, utilizando metodologia de custo por instrumentação. Para a estimativa das mudanças epidemiológicas durante o período de 2010-2012, vários modelos probabilísticos foram desenvolvidos utilizando a técnica de Box-Jenkins. Os requisitos financeiros foram obtidos a partir dos custos esperados de manejo de casos por doença e da aplicação de um fator de ajuste econométrico para controlar os efeitos da inflação. Comparando o impacto econômico em 2010 versus 2012 (p<0,05), houve um aumento de 33% nos requisitos financeiros. O total para o diabetes em 2011 (dólares americanos) foi de 7,7 bilhões. Isso inclui 3,4 bilhões em custos diretos e 4,3 bilhões em custos indiretos. O total de custos diretos foi de 4 bilhões ao Ministério da Saúde (SSA), atendendo a população sem seguro; 1,2 bilhões às instituições que atendem a população segurada (Instituto Mexicano de Seguro Social-IMSS- e Instituto de Segurança Social e Serviços para Trabalhadores do Estado-ISSSTE-); 1,8 bilhões para usuários; e 1 bilhão para Seguros de Saúde Privados (PHI). Se os fatores de risco e os diferentes modelos de atenção à saúde permanecerem como estão nas instituições analisadas, as desigualdades em saúde em termos de implicações financeiras terão o maior impacto no bolso dos usuários. Em países de renda média, as desigualdades em saúde geradas pelo ônus econômico do diabetes são uma das principais razões para os gastos catastróficos em saúde. As desigualdades em saúde geradas pelo ônus econômico do diabetes sugerem a necessidade de desenhar e rever a organização atual dos sistemas de saúde e a relevância de passar de modelos biomédicos e cuidados de saúde curativos para modelos preventivos e sócio-médicos para lidar com os desafios esperados de doenças como o diabetes em países de renda média.
Arredondo et al. (Sex,) estudaram essa questão.