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Resumo Três hipóteses buscam explicar a persistência da segregação residencial entre negros e brancos nos Estados Unidos: diferenciais econômicos, discriminação nos mercados de habitação e crédito, e preferências de vizinhança. A hipótese das preferências postula que ambas as raças desejam viver em bairros racialmente homogêneos. Este artigo examina a hipótese das preferências utilizando dados de entrevistas recentes de Atlanta, Boston, Detroit e Los Angeles. A raça continua sendo significativa no processo de tomada de decisão residencial. A disposição dos brancos em se mudar para um bairro está inversamente relacionada à densidade de negros vivendo lá. Os negros preferem bairros integrados, mas com uma representação substancial de negros. As preferências diferem significativamente de uma metrópole para outra, com Detroit representando o extremo. Nas outras três metrópoles, as preferências de negros e brancos se sobrepõem o suficiente para oferecer esperança de uma diminuição na segregação, desde que a influência de outras forças, particularmente a discriminação, também diminua.
Farley et al. (qua,) estudaram esta questão.