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Resumo A crítica cultural contemporânea está cada vez mais reconhecendo o lugar central que o turismo ocupa na organização das interações, tanto econômicas quanto sociais, entre diferentes povos no mundo de hoje. Neste artigo, abordo a questão de qual papel a fotografia desempenha na determinação da natureza da experiência turística. A partir da análise de Martin Heidegger sobre a modernidade como a época da tecnologia moderna, procuro articular uma compreensão da fotografia turística que vai além das críticas convencionais ao seu caráter objetivante e à tendência de conformar-se a marcadores semióticos predefinidos. Em vez disso, ao considerar os exemplos da fotografia de povos locais e das tentativas de fotografar o que me refiro como 'a visão impossível de fotografar', desenvolvo uma perspectiva alternativa sobre tanto os perigos quanto as possibilidades epistêmicas da fotografia turística. Tal perspectiva, argumenta-se, nos permite ir além da identificação da fotografia com os discursos ocularcêntricos da modernidade ocidental e em direção a uma consideração das possibilidades da fotografia turística como arte. Ao destacar o papel das imagens fotográficas na produção de memória e identidade pessoal, sugere-se que o turismo pode ser compreendido em termos do que Michel Foucault se refere como a criação da vida de alguém como uma obra de arte. Finalmente, argumenta-se que, ao atentar para os limites da fotografia turística, pode-se fomentar o potencial para desenvolver uma nova maneira de ver. Palavras-chave: TurismoFotografiaHeideggerOcularcentrismoTecnologia
Steve Garlick (Sex,) estudou esta questão.
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