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A implementação de um sistema unificado de Registro Eletrônico de Saúde (RES) é fundamental para a modernização dos serviços de saúde, mas envolve complexidades que vão muito além das considerações tecnológicas. Este estudo examina a iniciativa nacional de RES da Indonésia, Satu Sehat, empregando a Metodologia de Sistemas Suaves (MSS) para explorar os desafios de implementação e formular estratégias eficazes de maneira abrangente. De forma distintiva, esta pesquisa introduz o Framework de Co-Criação Digital Sistêmica (FCDCS), um novo modelo conceitual desenvolvido por meio da aplicação rigorosa da MSS. Diferentemente de frameworks anteriores que geralmente se concentram em níveis de adoção singulares, como a adoção de pacientes ou organizacional, o FCDCS integra de forma única múltiplas perspectivas: micro (cidadão/paciente), meso (instalação de saúde) e macro (governo) em uma análise holística e de múltiplos níveis. Conduzido na Área Metropolitana de Bandung, Java Ocidental, o estudo utilizou dados qualitativos de duas rodadas de discussões em grupos focais (DGFs) e entrevistas em profundidade envolvendo seis partes interessadas-chave, incluindo prestadores de saúde, fornecedores de tecnologia e órgãos governamentais. Além disso, dados quantitativos de pesquisas com 422 pacientes complementaram esses achados. Os resultados enfatizam que a implementação bem-sucedida de um RES unificado deve ser percebida não apenas como uma atualização tecnológica, mas como um catalisador para a co-criação sistêmica, exigindo capacitores técnicos, pessoais e sociais para facilitar o acesso contínuo, a troca de dados e a integração. A realização eficaz requer o enfrentamento de silos institucionais e o estabelecimento de mecanismos de governança e instituições robustas, permitindo que as partes interessadas alcancem os resultados pretendidos em seus respectivos níveis. O framework proposto oferece uma lente conceitual para entender a co-criação de valor simbiótico, onde a inovação aberta é promovida por meio do acesso colaborativo, compartilhamento e integração de dados de saúde. Este framework oferece orientações práticas e acionáveis para formuladores de políticas e líderes de saúde, aumentando significativamente a probabilidade de implementação sustentável. Além disso, o framework é generalizável e aplicável a outros sistemas altamente regulados além dos contextos de saúde.
Rachmania et al. (Sex,) estudaram essa questão.