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Qual é o lugar da materialidade - a expressão ou condição de uma substância física - em nossa era visual de materiais e mídias em rápida mudança? Como ela é moldada nas artes ou manifestada na tecnologia? Em Superfície, a crítica cultural e teórica Giuliana Bruno explora habilidosamente essas questões, buscando entender a materialidade no mundo contemporâneo. Argumentando que a materialidade não é uma questão dos próprios materiais, mas sim a substância das relações materiais, Bruno investiga o espaço dessas relações, examinando como elas aparecem na superfície de diferentes mídias - por exemplo, nas telas de cinema, televisão ou computadores ou na pele de edifícios e pessoas. O objeto dos estudos visuais, ela insiste, vai muito além da imagem, e ela sustenta que o contato entre pessoas e objetos ocorre na superfície. Através desse contato tangível, apreendemos o objeto artístico e o espaço da arte. Assim, Bruno navega pelas superfícies das imagens, enfatizando as próprias texturas do visual - a condição da superfície, a manifestação textural, o suporte de uma obra e a maneira como ela está posicionada, seja em uma tela, uma parede ou uma tela. Ao realizar essas operações críticas na superfície, ela a articula como um local em que diferentes formas de mediação e transformação podem ocorrer. Ao examinar as relações entre objetos na arte, arquitetura, moda, design, cinema e novas mídias, Superfície é um relato magistral da cultura visual contemporânea.
Uma Mon, estudo estudou essa questão.