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A dengue (DF) é uma doença viral vetorial comum e de rápida disseminação nas regiões tropicais e subtropicais. Nos últimos anos, essa doença importada tem representado uma ameaça crescente à saúde pública na China, especialmente em muitas cidades do sul. Embora a gravidade dos surtos de DF nessas cidades esteja geralmente associada a fatores de risco conhecidos em vários níveis administrativos, as heterogeneidades espaciais dessas associações permanecem pouco compreendidas em uma escala mais detalhada. Neste estudo, as cidades vizinhas de Guangzhou e Foshan (GF) foram consideradas como uma área conjunta para caracterizar as variações espaciais na epidemia de DF de 2014 em vários níveis de grade, de 1 × 1 km² a 6 × 6 km². Em uma escala apropriada, modelos de regressão ponderada geograficamente (GWR) foram utilizados para interpretar as influências de fatores socioeconômicos e ambientais nesta epidemia na área GF. As transmissões de DF nas cidades de Guangzhou e Foshan apresentaram mudanças temporais sincrônicas e expansões espaciais durante os principais meses epidêmicos. Ao longo da área GF, essa epidemia apresentou características espaciais óbvias em vários níveis de grade, especialmente na escala de 2 × 2 km². Suas variações espaciais foram relativamente bem explicadas pelo tamanho da população, densidade de estradas e status econômico integrados no modelo GWR, com o menor Critério de Informação de Akaike (AICc = 5227,97) e os maiores valores de R quadrado ajustado (0,732). Esses resultados indicaram que esses três fatores socioeconômicos atuaram como determinantes geográficos da variabilidade espacial da epidemia de DF de 2014 na área conjunta GF, embora alguns outros fatores potenciais devessem ser acrescentados para melhorar a explicação das variações espaciais nas zonas centrais. Este trabalho melhora nossa compreensão dos efeitos das condições socioeconômicas sobre as variações espaciais nesta epidemia e ajuda as autoridades higiênicas locais a realizar intervenções conjuntas direcionadas para prevenir e controlar esta epidemia na área GF.
Ren et al. (Quarta-feira,) estudaram essa questão.
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