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A deleção da região cromossômica 9p21 é frequentemente encontrada na leucemia linfoblástica aguda infantil (LLA). O alvo dessas deleções é o CDKN2A, um gene que codifica tanto p16(INK4a) quanto p14(ARF). No entanto, genes contíguos como CDKN2B, que codifica p15(INK4b), ou MTAP, que codifica a metiltiadenosina fosforilase, podem estar incluídos nas deleções. A dosagem gênica por meio de PCR em tempo real foi recentemente proposta como uma opção técnica promissora para o diagnóstico de deleções. Porém, sua confiabilidade e capacidade de detectar deleções mono-alélicas em amostras tumorais são controversas. Para avaliar a frequência e a extensão das deleções em 284 crianças com LLA, desenvolvemos um ensaio de PCR em tempo real para a dosagem dos genes CDKN2A, exons 1beta e 3 de CDKN2B, e MTAP, validando-o pela comparação com a análise de perda de heterozigosidade. Mostramos que, se vários controles e ajustes forem realizados, a PCR em tempo real pode fornecer um teste confiável para deleções mono- e bi-alélicas em LLA. Propomos uma estratégia que supera as principais limitações de tal dosagem em amostras tumorais: aneuploidia e contaminação por células normais. Por meio deste ensaio, encontramos deleções bi-alélicas em 58% e 17% da LLA de linhagem T e B, respectivamente. Deleções mono-alélicas foram observadas em cerca de 15% dos casos, ressaltando a importância de sua detecção na LLA. Co-deleções de CDKN2B e/ou MTAP foram altamente variáveis tanto na LLA de linhagem T quanto B, tornando a LLA com 9p21 um grupo bastante heterogêneo. Como as proteínas codificadas por esses genes podem influenciar a resposta ao tratamento, o prognóstico da LLA com deleção 9p21 pode variar conforme a extensão da deleção.
Bertin et al. (Mon,) estudaram essa questão.