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FUNDAMENTO: A doença de Parkinson (DP), tradicionalmente considerada um distúrbio do movimento, demonstrou afetar a função executiva, como a capacidade de adaptar o comportamento em resposta a novas situações ambientais. OBJETIVO: identificar o impacto da DP nos substratos neurais que sustentam dois componentes específicos do movimento normal, os quais nos referimos como ativação (iniciando uma resposta não sinalizada) e inibição (suprimindo uma resposta sinalizada). MÉTODOS: Utilizamos fMRI para medir os processos pré-movimentais associados à ativação de uma resposta não sinalizada e à inibição de um plano de resposta sinalizada em 13 pacientes com DP (EM medicações antiparkinsonianas) e 13 sujeitos controles. Os sujeitos foram apresentados a um sinal visual em forma de flecha seguido por um alvo de resposta compatível ou incompatível que os instruía a responder com um pressionamento de botão direito, esquerdo ou bilateral. Em ensaios incompatíveis, uma resposta não sinalizada (nova) foi iniciada, ou a resposta anteriormente sinalizada foi suprimida. RESULTADOS: Conseguimos isolar as respostas pré-movimentais no córtex pré-frontal dorsolateral, especificamente no hemisfério direito. Durante a ativação de um movimento não sinalizado, os sujeitos com DP apresentaram diminuição da atividade no putâmen e aumento da atividade cortical no DLPFC bilateral, SMA, giro subcentral e operculum frontal inferior. Durante a inibição de um movimento previamente sinalizado, o grupo com DP mostrou aumento de ativação no SMA, S1/M1, áreas premotoras e parietais superiores. CONCLUSÃO: O DLPFC direito desempenha um papel nos processos pré-movimentais, e a atividade do DLPFC é anormal na DP. A especificidade reduzida das respostas foi observada em múltiplas ROIs. Os gânglios da base estão envolvidos em circuitos que coordenam a ativação e a inibição envolvidas na seleção de ações, bem como na execução.
Disbrow et al. (Ter,) estudaram essa questão.