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Uma abordagem cognitiva para a compreensão dos sintomas psicóticos que foca na interpretação das interferências na consciência é delineada. Argumenta-se que muitos sintomas psicóticos positivos (como alucinações e delírios) podem ser conceptualizados como interferências na consciência ou interpretações culturalmente inaceitáveis de tais interferências, e que é a interpretação dessas interferências que causa o sofrimento e a incapacidade associados. Também se argumenta que a natureza dessas interpretações é afetada pelo conhecimento pessoal e social falho e que tanto as interferências quanto suas interpretações são mantidas pelo humor, fisiologia e respostas cognitivas e comportamentais (incluindo atenção seletiva, comportamentos de segurança e estratégias de controle contraproducentes). A literatura é revisada e considerada compatível com tal modelo, e as implicações clínicas são discutidas.
Anthony P. Morrison (Sun,) estudou esta questão.