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Centralização da negociação salarial Lars Calmfors e John Driffill A estrutura dos mercados de trabalho é percebida cada vez mais como um determinante do desempenho macroeconômico de um país. Este artigo foca em um aspecto dos mercados de trabalho, o grau de centralização na definição de salários. A principal conclusão é que os extremos funcionam melhor. Sistemas altamente centralizados com negociação nacional (como na Áustria e nos países nórdicos), ou sistemas altamente descentralizados com definição de salários ao nível das empresas individuais (como no Japão, Suíça e EUA) parecem ter um bom desempenho. Os piores resultados em relação ao emprego podem ser encontrados em sistemas com um grau intermediário de centralização (como na Bélgica e nos Países Baixos). Esta conclusão é razoavelmente bem apoiada pelas evidências empíricas disponíveis. É também lógica. De fato, grandes e abrangentes sindicatos naturalmente reconhecem seu poder de mercado e levam em conta tanto os efeitos inflacionários quanto os de desemprego das aumentos salariais. Por outro lado, sindicatos que atuam ao nível de empresas ou plantas individuais têm poder de mercado muito limitado. Em casos intermediários, os sindicatos podem exercer algum poder de mercado, mas são levados a ignorar as implicações macroeconômicas de suas ações. Estas conclusões desafiam a sabedoria convencional que afirma que quanto mais 'corporativista' é uma economia, melhor é seu desempenho econômico.
Calmfors et al. (Sex,) estudaram esta questão.
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