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Contexto: A compreensão dos fatores que moldam a percepção de risco é crucial para modular a ameaça percebida e, por sua vez, promover um engajamento ideal em ações preventivas. Métodos: Uma pesquisa on-line e transversa foi realizada na Itália entre maio e julho de 2020 para investigar a percepção de risco para COVID-19 e a adoção de medidas preventivas. Um total de 964 voluntários participou do estudo. Possíveis preditores da percepção de risco foram identificados através de uma análise de regressão linear múltipla hierárquica, incluindo fatores sociodemográficos, epidemiológicos e, principalmente, psicológicos. Uma análise de caminhos foi adotada para investigar o possível papel mediador da percepção de risco na relação entre as variáveis independentes consideradas e a adoção de medidas preventivas. Resultados: Focando nos preditores psicológicos da percepção de risco, altos níveis de ansiedade, um apego ansioso e um locus de controle externo previram maior risco percebido. Por outro lado, altos níveis de personalidade abertura e apego evitativo previram uma percepção de risco menor. Por sua vez, quanto maior era o risco percebido, maior era a adoção de medidas de precaução. Além disso, fatores psicológicos influenciaram a adoção de comportamentos preventivos tanto direta quanto indiretamente através de seu efeito sobre a percepção de risco. Conclusões: Nossos resultados podem ser levados em alta consideração pelos stakeholders, que são responsáveis por promover uma percepção verdadeira de risco e o devido cumprimento das medidas de precaução.
Tagini et al. (Sex,) estudaram essa questão.
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