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ANTECEDENTES: Está bem documentado na literatura que o baixo status socioeconômico (SES) está associado a um menor consumo de alimentos saudáveis e que essas diferenças nos padrões de consumo são influenciadas pelos ambientes alimentares do bairro. Menos compreendido é o papel que as diferenças de SES nos aspectos físicos e sociais do ambiente alimentar em casa desempenham nos padrões de consumo. MÉTODOS: Usando dados de crianças do 4º ano do estudo de Atividade Física e Nutrição (SPAN) do Texas de 2009 a 2011, utilizamos modelos de regressão de efeitos mistos para testar a magnitude das diferenças no Índice de Alimentação Saudável do SPAN (SHEI) pela educação dos pais como um indicador de SES, e a extensão em que a consideração de medidas do ambiente alimentar em casa e medidas do ambiente do bairro explica essas diferenças de SES. RESULTADOS: Pequenas, mas significativas, diferenças no SHEI das crianças por estratos de SES existem (-1,33 entre as categorias de SES mais alta e mais baixa, p<0,01). No entanto, incorporar medidas do ambiente alimentar em casa e do ambiente do bairro neste modelo elimina essas diferenças (-0,7, p=0,145). O ambiente alimentar em casa explica uma maior parte da diferença. Tanto os aspectos sociais (estrutura das refeições) quanto físicos (disponibilidade de alimentos) do ambiente alimentar em casa estão fortemente associados ao consumo de alimentos saudáveis e não saudáveis. CONCLUSÕES: Nossos achados sugerem que comportamentos dos pais em casa que podem ser modificados podem melhorar os hábitos alimentares das crianças e que o bairro pode impactar a dieta de maneiras além do acesso a alimentos saudáveis.
Ranjit et al. (Mon,) estudaram esta questão.