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Durante as últimas duas décadas, as estimativas de necessidade não atendida tornaram-se uma medida influente para avaliar políticas e programas populacionais. Este artigo relata a evolução do conceito de necessidade não atendida, descreve como os dados de pesquisas demográficas foram usados para gerar estimativas de sua prevalência e testa a sensibilidade dessas estimativas a várias suposições no algoritmo de necessidade não atendida. O algoritmo utiliza um conjunto complexo de suposições para identificar mulheres: que são sexualmente ativas, que são infecundas, cuja gravidez mais recente foi indesejada, que desejam adiar seu próximo nascimento e que estão no pós-parto amenorreicas. Os testes de sensibilidade sugerem que critérios alternativos defensáveis para identificar quatro em cinco desses subgrupos de mulheres aumentariam a prevalência estimada de necessidade não atendida. A exceção é a identificação de mulheres casadas que são sexualmente ativas; uma medição mais precisa desse subgrupo reduziria a prevalência estimada de necessidade não atendida na maioria dos contextos.
Bradley et al. (Sun,) estudaram essa questão.
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