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OBJETIVO: Examinar a relação de curto prazo entre a temperatura ambiente e o risco de infarto do miocárdio. DESENHO: Análise de regressão de séries temporais diárias. LOCAL: 15 aglomerados urbanos na Inglaterra e no País de Gales. PARTICIPANTES: 84.010 internações hospitalares por infarto do miocárdio registradas no Projeto Nacional de Auditoria de Isquemia Miocárdica durante 2003-6 (mediana de 57 eventos por dia). PRINCIPAIS MEDIDAS DE RESULTADO: Mudança no risco de infarto do miocárdio associada a uma diferença de 1 graus C na temperatura, incluindo efeitos adiados em até 28 dias. RESULTADOS: Gráficos suavizados revelaram uma relação linear ampla entre temperatura e infarto do miocárdio, que foi bem caracterizada por modelos log-lineares sem um limiar de temperatura: cada redução de 1 graus C na temperatura média diária foi associada a um aumento cumulativo de 2,0% (intervalo de confiança de 95% de 1,1% a 2,9%) no risco de infarto do miocárdio ao longo dos 28 dias atuais e seguintes, sendo os efeitos mais fortes estimados em atrasos intermediários de 2-7 e 8-14 dias: aumento por cada redução de 1 graus C de 0,6% (intervalo de confiança de 95% de 0,2% a 1,1%) e 0,7% (0,3% a 1,1%), respectivamente. O calor não teve efeito prejudicial. Adultos de 75 a 84 anos e aqueles com doença arterial coronariana prévia pareceram mais vulneráveis aos efeitos do frio do que outros grupos etários (P para interação 0,001 ou menos em cada caso), enquanto aqueles que tomaram aspirina foram menos vulneráveis (P para interação 0,007). CONCLUSÕES: Aumentos no risco de infarto do miocárdio em temperaturas ambiente mais frias podem ser um mecanismo para os aumentos relacionados ao frio na mortalidade geral, mas um aumento do risco de infarto do miocárdio em temperaturas mais altas não foi detectado. O risco de infarto do miocárdio em pessoas vulneráveis pode ser reduzido pela oferta de conselhos direcionados ou outras intervenções, desencadeadas por previsões de temperaturas mais baixas.
Bhaskaran et al. (Tue,) estudaram essa questão.